Ares Minhotos

Maio 30, 2010

Os trajes minhotos são bastante representativos na cultura portuguesa e quase todos os turistas se derretem com os “suvenires” que podem levar como recordação da região do norte do nosso país. Para além de bastante ricos visualmente, se os formos a analisar os lenços ao pormenor, deparamo-nos com belíssimas representações gráficas, tendo quase sempre por base cores como o amarelo, verde e vermelho, assumindo uma identidade facilmente reconhecida.

Nos últimos tempos, temos assistido a uma recuperação de algum deste artesanato por parte de novos designers que se deparam com um mercado cada vez mais revivalista. Temos variadíssimos exemplos destas aplicações nomeadamente o desenho de peças de ourivesaria utilizando a filigrana. Poderemos dizer, que assistimos à união do saber (artesãos) com a criatividade e inovação dos novos designers portugueses. A questão mais problemática será: “E quando estes fazedores desaparecerem? Quem poderá produzir?”. Podemos estar a ir num bom caminho, ao aproveitar tradições para criar valor, mas não nos devemos esquecer, que para criar esse valor, não basta a astúcia da mente, mas também é necessária a das mãos.

Sei que não é uma 351 Portuguesa, mas pode inspirar muitos jovens do nosso país… Laura Laine, uma ilustradora de apenas 24 anos deixa qualquer um apaixonado pelo seu trabalho. Actualmente a viver em Helsinquia, Laura Laine começou por estudar Design de moda, mas logo percebeu que gostava era de ilustrar portfólios. De facto, parece ter sido uma brilhante aposta, porque com esta tenra idade já trabalhou para revistas como Elle Girl, NY Times e T Magazine. Marcas como Zara, H&M, tommy Hilfiger também já fazem parte do seu curriculum. Os cabelos das “modelos” são o ponto mais marcante das ilustrações e as feições meias escondidas conferem-lhes um traço muito típico. www.lauralaine.net/

Não sei se  acontecerá com todos, mas sempre que vejo os desenhos desta ilustradora penso “quero ser assim” e ainda fico mais irritada quando vejo que tem apensas 24 anos! Então, o melhor será pensar que devemos aprender (e não improvisar) com os bons exemplos de sucesso…

Aromas do Mude

Maio 27, 2010

Ainda não tive oportunidade de visitar o Mude (Museu do Design e da Moda), mas a minha irmã trouxe-me uns postais bastantes catitas, com umas ilustrações bem portuguesas, que me abriu o apetite. Comprou também um livro sobre a colecção geral, o qual já folhei e fiquei espantada por encontrar pouco design português.

A colecção de Francisco Capelo esteve parcialmente exposta no CCB até 2006. Agora está exposta no MUDE, espaço que servirá também para a apresentação de outras exposições, workshops, cursos e laboratórios. Desta forma promove-se a cultura do design em Portugal muitas vezes esquecida.

Podemos consultar as programações, história, colecção permanente do museu em http://www.mude.pt, um site que no meu ver não está muito feliz em termos de usabilidade.

O museu localiza-se na Rua Augusta, promovendo e modernizando a baixa lisboeta e contribuindo para a requalificação do comércio nesta zona.

Revista “Presença”

Maio 26, 2010

É verdade que temos boa literatura actual em Portugal (assim como também há a “menos boa”), mas o certo é que contamos com grandes escritores portugueses do fim do século XIX e inícios do século XX. Não só podemos registar boa literatura, como dela nasceram algumas revistas que divulgaram outras artes no nosso país. Uma delas é a revista “Presença”, fundada em 1927 por Branquinho da Fonseca e José Régio. Por ela passaram importantes nomes como Adolfo da Correia, mais conhecido por Miguel Torga.

Segundo Theresa Lobo (autora do Livro “Ilustração em Portugal”), o seu aparecimento  “foi um factor relevante para o surgimento de novas oportunidades gráficas, não só ao nível da capa como no seu interior.”

“Folha de arte e critica” foi o que mais me chamou à atenção na descrição da revista. Aqui não só a escrita serve para satirizar, assim como é apoiada pela ilustração que é quase sempre é feita num só traço e sem cor. O nome da revista aparece sempre em destaque e em cores diferentes de edição para edição, sendo apoiado pelo número de lançamento no rodapé que também assume um tamanho importante na página.

Kimmidoll

Maio 20, 2010


Na semana passado, quando fui a Paris, apaixonei-me por uma loja japonesa. Vendiam, para além de objectos típicos, ilustrações que penso serem feitas por eles. Ainda não sabia que a Tmn (marca portuguesa) tinha lançado o Sony Ericsson W205 , cujo tema são as bonequinhas kimmidoll que me chamaram bastante a atenção na loja. Cada bonequinha tem um significado próprio, envoltos no espírito japonês.

É uma pena não ter podido tirar fotografias à loja… era tão rica em ilustrações que podiamos ficar ali dias só a olhar para elas. Chama-se Madame Mo http://www.madamemo.com

Não sei se por moda, visto que a cultura japonesa anda bastante em voga, mas achei engraçado uma marca portuguesa ter adaptado a um produto exclusivo, algo que conheci há pouco tempo em Paris. (http://www.kimmidoll.com/)