Confesso que foi por acaso que descobri, mas se todas as casualidades fossem tão boas como esta, podíamos construir tudo sobre imprevistos. Numa pesquisa sobre ilustração para a infância, tropecei no nome de Raquel Pinheiro e procurando mais um pouco, fui ter com o seu magnífico portfólio.

Infelizmente, não é com facilidade que encontro dados biográficos de Raquel Pinheiro, mas recorrendo ao seu site (http://www.raquelpinheiro.net/) fiquei a saber que nasceu em 1976  e que sempre viveu em Oeiras. É formada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, mas foi numa colaboração com um atelier de design  que descobriu a sua paixão por ilustração.

O que mais me agrada é a linha firme que contorna uma montanha de cores e padrões fantásticos! Há um mundo imaginário que percorre todos os seus desenhos, onde, quer para crianças , quer para adultos, se torna muito fácil , imaginar para além do que está desenhado. O seu portfólio já é extenso no que se refere a livros infantis (“Dom leão e dona catatua” em 2010,  “A história da aranha Leopoldina”, “Uma viagem no verde” entre muitos outros) o que prova o reconhecimento deste mercado pela ilustradora.

Raquel Pinheiro tem também um blog que vai actualizando com regularidade (http://www.raquel-pinheiro.blogspot.com/). Foi neste blog que soube que Raquel teve uma bebé há pouco tempo, o que me faz pensar que vai ser uma menina de sorte, ao crescer rodeada de tanta imaginação.

Festas Populares!

Agosto 24, 2010


Por vezes passamos por pormenores que, embora não prestemos atenção, requerem bastante cuidado quer técnico, quer estético na sua criação. É vulgar passearmos pelas festas regionais e acharmos aquilo tudo muito popular, onde a repetição e falta de originalidade prevalecem.

A realidade é que, se dermos a devida atenção a todos os conceitos e efeitos trabalhados ao longo de várias ruas e cidades, observamos algo de muito tradicional (é verdade), mas também encontramos muito conteúdo com algumas alterações bastantes significativas, especialmente a nível técnico. O uso de diferentes materiais, os diferentes efeitos conseguidos e a luta entre custo de produto (produtor) e custo ao cliente (como as câmaras municipais) são verdadeiros argumentos válidos neste trabalho. Se analisarmos toda a cadeia de trabalho que estes “enfeites” necessitam, não estaremos perante uma verdadeira metodologia projectual? Existe o desenho dos produtos, onde preocupações técnicas de produção, transporte e custo final têm de existir sempre.

Talvez pensemos que este tipo de objectos podia ter uma evolução visual, mas a verdade é que há uma ligação natural às cores e feitios apresentados. São estes motivos que em dias de festas preenchem as ruas e dão aquele aspecto “pitoresco” e tradicional ás cidades portuguesas neste “querido mês de Agosto”.

Mais verão

Agosto 16, 2010

Ainda no pico do Verão, de férias e com muita vontade de permanecer assim… chega mais uma edição do Festival NEOPOP. Este festival afirma-se como promotor de música Electrónica e ao contrário do que se possa pensar, caracteriza em muitos aspectos um estilo “vivido” em Viana do Castelo, cidade onde se realiza.

Este ano, mais do que marcante pela música apresentada (análise pessoal), este festival chama à atenção pela forte imagem gráfica. O conceito segue  a “música à flor da pele” e com ele são apresentadas algumas imagens alusivas. Há um vírus, o da música electrónica, que entra pelo corpo e se transforma numa espécie de “larva interna”.

Para além dos cartazes, dos mupis e flyers espalhados por diversos sítios, o NEOPOP apresenta um site bastante interessante (http://www.neopopfestival.com/) , que mais uma vez segue toda a linguagem do festival. Ficam aqui algumas imagens…

Chegado o Verão

Agosto 4, 2010

Chegado o Verão ( e já começou há mais de um mês), só apetece praias, piscinas, muito sol, diversão e claro…Festivais. Embora as ideias para posts não sejam muitas e a preguiça de ficar à frente de um computador seja ainda mais (já basta o tempo obrigatório de trabalho)… temos sempre vontade de espreitar todos os cartazes dos fantásticos e muito desejados festivais.

Este ano só tive oportunidade de ir um dia ao Festival de Paredes de Coura (ver The Prodigy) e parece que vai ser mesmo o único. Posso dizer que, como sempre, o festival estava muito bem organizado e que o ambiente, mais uma vez, fantástico. Outros grandes festivais que gostaria de ir (um que já passou e outro que começa hoje) são o Sudoeste e o Optimus Alive. O Sudoeste, este ano conta com bons nomes (como Beirut e Groove Armada)  e com as boas praias da região.

Na abordagem comunicativa dos Festivais, contamos com uma fidelização da imagem “coorporativa”. O único que parece sair um bocadinho do habitual será mesmo o cartaz de Paredes de Coura… na minha opinião bom, mas com menos cor do que o costume. Já a organização do festival Sudoeste, entrou este ano com uma abordagem bastante apelativa onde os conceitos “ver” e “viver” estão presentes e interagem com a postura dos jovens.

A realidade é que comparando este dois festivais, a estratégia de comunicação tem que ser diferente… embora sejam ambos festivais de Verão, o público médio do Sudoeste é bastante mais jovem do que o de Paredes de Coura. Ficam aqui algumas imagens dos festivais, não tanto pelo conteúdo musical, mas antes pela observação gráfica.